A estatística é aterradora: uma em cada duas pessoas vai ter cancro. Por ano, a doença mata mais de 8 milhões em todo ocancro mundo. São 14 Milhões de pessoas diagnosticadas com cancro a cada ano. Por isso, a comunidade científica procura novas formas de enfrentar em inimigo velho. A mais promissora? O próprio sistema imunitário (imunoterapia).

Uma das novas armas de combate ao cancro é a Imunoterapia

A imunoterapia usa as defesas do sistema imunitário para atacar as células tumorais, por exemplo, com um vírus.

Na génese da terapia está o facto de o cancro – ao contrário de outras doenças – não ser um invasor. Consiste em células do próprio organismo que cresceram anormalmente, pelo que o sistema imunitário não as reconhece como externas e, por isso, não as ataca. Isso acontece porque os tumores são capazes de se camuflar, produzindo diferentes proteínas na sua superfície que fazem com que o sistema imunitário acredite que são células normais. A imunoterapia pretende restituir essa capacidade, ensinando o sistema imunitário a reconhecer e destruir as células cancerígenas, até eliminar o cancro por completo.

Era da precisão

Esta abordagem é o resultado de um maior conhecimento da biologia do tumor e das alterações genéticas associadas à doença. Os avanços da genómica e dos biomarcadores, que permitem identificar mutações genéticas e outras anomalias moleculares associadas a vários tumores, estão a abrir o caminho a tratamentos à medida de cada paciente, tendo em conta os aspetos únicos do seu cancro. Vários oncologistas recorrem já a análises de ADN do tumor de pacientes com cancros avançados na esperança de os emparelhar com tratamentos promissores, mas não é ainda claro se isso está a melhorar significativamente a sobrevivência dos pacientes.

Biopsias líquidas

Identificam o ADN do tumor que circula na corrente sanguínea, ao contrário da biópsia tradicional que analisa o tecido retirado do tumor. São uma forma não invasiva de puder analisar um cancro repetidamente, traçar o perfil genético, e escolher os melhores fármacos para as mutações encontradas, perceber rapidamente se o tratamento está a funcionar e ajustá-lo à medida que o cancro evolui. A esperança é que seja possível usá-las rotineiramente para detetar cancro cada vez mais cedo. Já usadas em algumas instituições – cerca de 10% dos pacientes do MD Anderson Center, nos EUA, com cancro metastizado do cólon recorrem a elas.

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